Será que a embalagem é apenas um resíduo a ser descartado ou pode ser uma ferramenta ativa de transformação social e ambiental? 

Para explorar essas questões, o Circula Talks recebeu a Luciana Pellegrino, presidente executiva da ABRE (Associação Brasileira da Embalagem) e presidente da World Packaging Organization (WPO). No encontro, ela compartilhou a trajetória de evolução da indústria brasileira e como o conceito de circularidade se tornou o centro das estratégias do setor. 

Ao longo da conversa, ficou evidente que o setor atravessou uma fronteira importante: saímos da simples preocupação com o material para alcançar a estratégia da circularidade plena. Para Luciana, a tecnologia é o meio, mas o objetivo final é criar um ecossistema que funcione para todos.

A embalagem como agente de transformação

Um dos destaques da discussão foi o conceito de Embalagem Positiva. Diferente da visão tradicional, que foca apenas em reduzir danos, a embalagem positiva é aquela que educa o consumidor e viabiliza o consumo responsável.

Segundo Luciana, a indústria tem buscado conciliar tecnologia com pragmatismo. Para que a sustentabilidade aconteça na prática, é preciso que as soluções sejam economicamente viáveis e eficientes em todas as etapas: na produção, na distribuição e no pós-consumo.

Leia também:
Centro de ciências para o desenvolvimento: quando a pesquisa brasileira se organiza para enfrentar desafios reais da sociedade

Inovação e inclusão: o exemplo do “Lupinha”

Diversas soluções tecnológicas estão sendo implementadas para tornar o descarte mais simples e acessível para o consumidor. 

Um dos exemplos apresentados foi o Lupinha, um QR Code que reúne informações úteis sobre as embalagens, incluindo orientações para o descarte correto, tabela nutricional e descrição dos ingredientes. A ferramenta também oferece recursos em áudio para pessoas com deficiência visual, mostrando que a economia circular pode e deve ser construída de forma inclusiva.

Desafios regulatórios e o caminho para a eficiência

A conversa também abordou a complexidade das regulamentações. Luciana destacou que o desafio atual é equilibrar as exigências ambientais com a manutenção das inovações já conquistadas pela indústria, garantindo que as novas regras não inviabilizem a operação, mas sim estimulem a rastreabilidade e a integração de toda a cadeia.

A mensagem central é: sustentabilidade não é apenas sobre reciclar, mas sobre eficiência integral para minimizar desperdícios e criar valor econômico em cada elo.

Quer entender como a indústria está se transformando?

Estes e outros temas foram detalhados no Circula Talks com Luciana Pellegrino.

Se você quer aprofundar seu conhecimento sobre o futuro das embalagens e as ferramentas que já estão disponíveis para acelerar a Economia Circular, vale assistir ao conteúdo completo.